sábado, 21 de março de 2009

Para começar sendo infame

Fiquei um tempo bambeando por aí, sem lenço e sem lençol, na certa estive brincando com coisas diferentes para trazer mais cores para essa bagacinha aqui que tanto me orgulha.
Não vou falar mais de viagem e de biblioteca, ando querendo correr do óbvio para não perder a excentricidade que tanto me toca (sim, estou meio bêbado). Bem, me deu vontade de falar sobre a infâmia.
Tenho andando meio mal humorado e preso ao meu baita fone de ouvido que insiste em The Strokes e Radiohead para não perder a pinta de "o baladeur modernoso do bairro", bem mas eu continuo querendo falar sobre a infâmia.
Fico eu aqui todo metido a "fodinha" achando que todos deviam estar inclusos numa vidinha mais letrada enquanto todos só pensam em se jogar na cerveja mais barata e ouvir qualquer música que excite as zonas traseiras do corpo. Eu gostaria de ver as pessoas assistindo menos "Domingão do Faustão", gostaria de ver menos esposas encharcando as panças nas pias de lavar louça enquanto os maridos perdem tempo especulando futebol e chamando os amigos de "véi", adoraria ver menos crianças ouvindo músicas que denigrem o ser humano, soltaria foguetes se o resbolah resolvesse atacar todas as casas de Big Brother que contagiaram todos os países às custas da fome humana. Bem, mas eu só gostaria.
É infame criticar toscamente assim, eu sei, mas é mais infame ver que o nosso futuro rebola na nossa cara e nos chama de "tigrões" e "cachorronas". Não suporto mais ver calcinhas frouxas, pessoas feias (sim, feiúra de espírito e que foda-se o "politicamente correto" também). É infame ver a humanidade vendendo-se a preço tão baixo, falar de bunda aqui soaria cliché.
Estou pensando agora que eu não gostaria de retomar os meus textos aqui lamentando ou desabafando qualquer coisa, mas não teve jeito, o que eu andei vendo por aí não encaixa com a triste realidade que o nosso país vive ("nosso país", isso parece início de redação de alguém que estuda Direito). Sim, é revoltante presenciar o ceticimos que nos invade quando fazemos um ligeiro exercício de observação, quando procuramos diagnosticar o estado de evolução que a nossa sociedade vive.
Volto meio cético mas não menos bem humorado!

Guto Franco

Um comentário:

Mayhara disse...

por um mundo com mais cerveja, cachorro quente e junkie rock




minha lindeza,
volta "de novo"
;*