por: ébrio ocasional. ele mesmo!
quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Pedaço de papel
por: ébrio ocasional. ele mesmo!
quinta-feira, 9 de julho de 2009
felícia adams
a relidade desce de forma muito amarga pela minha garganta. muito real para essa hora da noite. uma coisa que eu odeio é perceber demais as coisas às 23:55. amanhã preciso acordar cedo, e esses tipos de consciência me tiram o sono. e de quem não tira? dou uma sacudida no meu reflexo apático no espelho, mordo a mão do sujeito refletido. grito uma porção de vezes "vai dormir, porra, é isso aí mesmo". aí eu penso que o bob dylan sabe das coisas. e se eu souber agora dá para evitar cretinices maiores e se eu ler as coisas que acontece com os outros posso inverter a situação. "não pode", anuncia as minhas instalações cerebrais. dou um banho de alcool nas danadas eté elas afirmarem o contrário. merda, já é a amanhã e me sinto um personagem ogro de frank miller. to precisando fazer as unhas.
ass: ela.
é, ela mesma.
ass: ela.
é, ela mesma.
sábado, 13 de junho de 2009
sábado, 6 de junho de 2009
Memories so old
"You called me after midnight,
must have been three years since we last spoke.
I slowly tried to bring back,
the image of your face from the memories so old.
I tried so hard to follow,
but didn't catch the half of what had gone wrong,
said "I don't know what I can save you from."
e vamos carregando, mais um que se foi.
Eu tento, com disciplina e eu continuo, na risca.
por: cegonha velha obesa.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
agua com açucar e sal
You´re a part tome lover
and a full time friend
The monkey on your back is the latest trend
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you
ass: ELLA
and a full time friend
The monkey on your back is the latest trend
I don't see what anyone can see, in anyone else
But you
sábado, 16 de maio de 2009
Têm dias em que postar duas vezes ainda é pouco
Há um tempo atrás eu comecei a questionar a falta de paixão que estava abortando algumas coisas em minha vida, sentia uma vontade imensa de sentir aquele fogo adolescente que vem acompanhado por estrelas pra ver.
Dei várias desculpinhas medíocres, a melhor delas foi a da "paixão madura" que não nos deixa fantasiar tanto, adotei-a para evitar a caça das tais borboletas indigestas. Indigesta sim ficou essa maneira de rotular e dominar um questionamento recorrente.
Pensando bem, estou começando a inspirar novos códigos para pensar essa bagaça pós 20 anos. Começo a pensar que a saudade que sinto não tem fundamento no tal fogo ou no manto de estrelas sobre nós, a melancolia vem da ausência do envolvimento puro, do toque que descobre, das lágrimas em dúvidas que não querem ser desfeitas, da inocência que fazia tudo mais límpido, virgem e fugaz.
É isso, não que eu queira abrir a janela e suspirar, subir no terraço e beijar. Não que não queira ser sentimenlizado em cartas ou em ideais. Só preciso concluir algo hoje.
A idade trás consigo a raridade das surpresas.
com o amor do seu pão de queijo
Guto
Quando o silêncio se justifica
Eu não acredito que as músicas sejam formadas pelo som das notas musicais em si, mas sim pelo silêncio existente entre elas.
Assim como as canções, as boas idéias também são construídas pelos intervalos de silêncio existentes entre uma e outra.
Guto
p.s: comprei um livro sobre a história social do Jazz escrito pelo Eric Hobsbawm e quero come-lo para te contar depois.
terça-feira, 12 de maio de 2009
domingo, 10 de maio de 2009
BERRANTE!
Vou tentar reclamar pouco, juro. Mesmo porque, existe uma máxima que diz que reclamar só piora. Vou exercitar a meu direito de piorar as coisas, poxa.
O dia está vazio, murcho, apático, branquelo. Preciso estudar e não tenho forças, queria estar com a minha mãe para dar a ela um beijo sincero e ficar chamando-a a todo momento. Como, arroto, deito, assento, troco a música e todas as notas parecem ter a mesma entonação desinteressada. Tudo isso me enche, exceto pelos intervalos de silêncio, esses sim, ditam mais ritmos do que as próprias notas musicais.
Estou berrando tanto que começo a chutar traseiros errados, uma mensagem de texto chego no celular dizendo para desconsiderar uma fatura e eu penso que poderia ter vindo no outro celular... Pra quê dois números de celular? Por acaso um serve pra dizer "alô" e o outro pra dizer "tchau"? Mania dos excessos que fingem facilitar as coisas.
Mania de perseguição, síndrome da solidão dominical, frango da minha avó sendo comido por todos, menos eu, saudades do vizinho!!!!!!!
Não quero nada! Só por hoje eu não quero ter querer nada!
Guto, O trágico.
momento dominical
o céu tá fazendo um barulho semelhante ao meu estômago, quando recebe caldos e caldos de hortelã, melancia, tuti fruti, durante horas, e não vê pedaços consistentes - pouco mastigados- caindo feito flocos daqueles que caem em cima dos chocolates de propaganda.
"hoje tem festa no céu..." como diz a minha mãe.
/mya
"hoje tem festa no céu..." como diz a minha mãe.
/mya
sexta-feira, 8 de maio de 2009
pausa para uma reflexão
O meu desejo neste momento é rasgar algumas de minhas formas de traduzir e digerir a realidade, me mudar temporariamente para uma fazenda, cuidar de vacas, perceber o peso de uma enxada, e então, escrever sobre os sentimentos que de fato formam o ser humano. As leituras ambiciosas de onde eu tanto tiro inspiração só serviram para que eu enxergasse uma faxina necessária, a função do lixo é questionar o uso das coisas.
Agora eu entendo as coisas que o meu avô diz sobre a virgindade...
Guto
Agora eu entendo as coisas que o meu avô diz sobre a virgindade...
Guto
pausa para o desespero
entre livros de semiótica e pós-modernidade, eu me encontro jogada em universo amórfico, no qual as minhas reais vontade poderão começar a ter a devida atenção num tempo de contagem regressiva.
mya
mya
sexta-feira, 1 de maio de 2009
peep toe
caminha agitada até o quarto... se faz ser vista através da largas janelas, nada mais nela é familiar, a não ser pelas unhas dos pés. ainda me lembro das cores que usava: quando estava de bom humor, vermelho, vivo, da cor de tomate maduro; quando se encontrava intimista e fantasiosa, deixava cor de vinho tinto, me dava vontade de voar nos seus pés, antes mesmo de cair em seus braços e quando as deixava semi transparente, sabia que precisava manter distância, supunha um "bom dia, estou atrasada, te vejo no final de semana?" mas naquele dia, pude reparar que estavam cor de uva escura, porém não exatamente pelo jeito que mexia no cabelo e deslizava os pés pelos corredores da casa, mas sim pela escolha dos sapatos que deixavam as unhas a mostra. pensei comigo: "sapatos abertos durante a semana?" passou descompensada pelo porteiro sem cumprimentar, entre os carros distribui sorrisos e entrou na padaria de costume: "um pedaço daquele bolo e daquela torta", disse puxando o canto da boca para o lado e continuou:" tudo para a viagem". engoli seco, me afastei, já com o jornal na cara, emergindo na cadeira, ouvi um "obrigada" vibrante e o sininho da porta, sinal de que se abria e se fechava. da janela pude ver tomando abrir um guarda chuva, pedir um taxi e partir...
mya
mya
domingo, 26 de abril de 2009
O meio de todas as coisas
entre o fim do começo e o começo
do fim toda coisa tem uma massa
inerte feito ponte pela qual
passamos distraídos - ou não:
os astecas sentiam chegar o exato
momento do meio da vida - o meio
do meio da vida, o momento em que
o que já vivemos é exatamente
igual ao que ainda não vivemos
- e nesse momento preciso o mais
comum dos astecas sentia uma súbita
e inexplicável vontade de tomar um trem
mas como ainda não o tinham inventado
ele acabava por entristecer-se
(daí a tristeza, essa vontade de algo
que ainda não inventaram)
Gregório Duvivier nasceu no Rio de Janeiro em 1986.
Poema retirado do livro "A partir de amanhã eu juro que vai ser agora"
do fim toda coisa tem uma massa
inerte feito ponte pela qual
passamos distraídos - ou não:
os astecas sentiam chegar o exato
momento do meio da vida - o meio
do meio da vida, o momento em que
o que já vivemos é exatamente
igual ao que ainda não vivemos
- e nesse momento preciso o mais
comum dos astecas sentia uma súbita
e inexplicável vontade de tomar um trem
mas como ainda não o tinham inventado
ele acabava por entristecer-se
(daí a tristeza, essa vontade de algo
que ainda não inventaram)
Gregório Duvivier nasceu no Rio de Janeiro em 1986.
Poema retirado do livro "A partir de amanhã eu juro que vai ser agora"
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