Vive-se aqui em Paris uma paixão pela historia que avassala nos estrangeiros, em questão de poucos dias, passamos da figura de um abobado estranho para a de um legitimo francês, oui? Alors, je me visto e alimento como eles, poetizo a vida com os acordes locais. Em cada esquina, porta e placa, vemos a historia amarrando um profundo e doce orgulho, patriotismo bordado por muita historia e luta. Falando em luta, aqui na França, manifestação é coisa séria, não é apenas vaidade esquerdista e carnaval.
Ando pelas ruas misturado pelas fortes sensações e reflexões que as paisagens e os habitantes pintam pelos muros, isso me remete a sentimentos de paixão pelo conhecer, desvendar e observar o mundo. Notre Dame; Île de la Citté; Bastille; Shakespeare and Co; Marais; Micheline Day; Jardins du Luxembourg; Place de la Republique; Ernest Hemingway; Montmartre; Victor Hugo; Les invalides; Theatre Odeon...
Sinto o sabor avassalador de cada passo regido pelo jazz e ainda tenho quase um mês por aqui.
Um beijo cheio da velha e boa saudade perdida no meio do atlântico.
Guto Franco
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
postcards from brazil
Olá , meu amado confidente
Se passaram apenas dois dias, mas já sinto a sua falta. Também nos últimos quatro meses nos falamos todos os dias, é meio dificil não sentir saudades. Só desta forma a gente repara o quanto nos apegamos às pessoas. Logo eu, imagina, não sou muito de reclamar por saudade.
Você deve ser a segunda pessoa que ouve (lê) de mim essa palavra, "Saudades", com intensidade merecida. Exagero? Mas tem gente que não gosta de dizer "eu te amo". Eu, "saudades". Nós amamos tantas coisas durante a vida, os anos, os meses.. Até mesmo durante o dia! Por exemplo: eu amo, absurdamente, enlouquecidamente, ir a uma padaria linda, olhar todos aqueles doces coloridos, escolher um e se sentar numa mesa de canto, com uma garrafinha de água gelada. Aquele momento é único. Mas é só um doce, depois disso vou embora feliz. Eu também amo ficar em silêncio com alguém especial, ouvindo música, sem ter o compromisso de explicar o que eu estou pensando naquele momento, ou quem sou eu, e o quem eu já fui, e quem eu serei.. A não ser por uma condição: caso os dois inventem absurdos sobre a vida. "Fantasiar" também é uma das coisas que eu amo fazer. Só que eu também amo não precisar correr para não chegar atrasada no jornal. Geralmente isso sempre acontece, estou sempre atrasada.
Sabe, a gente ama todas as banalidades. Porém, "saudades"... essa palavra é muito maluca, remete a um conjunto, injusto, de coisas lindas...
É... "saudades"... Uma mistura de todas as causas do "frio na barriga". Definitivamente, todas. Neste caso, todos os "bons friozinhos na barriga". Pode-se dizer que eu fico derretida com essa palavra. Melhor, derretida quando alguém diz isso para mim. Não queria ser tão transparente assim. No entanto, quem garante que seja verdade tudo o que eu digo e o que eu sinto?
Ultimamente tem acontecido coisas interessantes, ainda irei te contar. Não sei se vou me lembrar... Pode ser que elas morram, pode ser que elas se renovem... e outras coisas mais excitantes fiquem em seu lugar.
Eu estou numa fase assim... displicente. Gostaria de compartilhar com você.
Gostaria de saber, também, como é acordar displicente em solo parisiense. Até mesmo.. como é acordar "no sense"... ou um "puto amargurado" - esse último acho que foi coisa minha. Imagina, não desejo que acorde um "puto amargurado", em Paris, ao contrário. Serão as melhores férias, você vai ver. Tome, por mim, um drink exótico com majericão, pimenta e vodka no Café Charbon.. Não, não.. procure pelo L’Abreuvoir, sente-se ao lado do poster de Chuck Berry, peça uma "Orval" ( 6,2%, ). Volte para casa, dançando, acompanhado da garrafa, com dois dedinhos de cerveja. Cante "La Vie En Rose", faça um brinde... Como nas noites das vodgas...
Aproveite...
Je suis son absence, que les rois de boissons exotiques et de l'amour vrai, vous contrôlez
baisers, pain au fromage
mayhara
Se passaram apenas dois dias, mas já sinto a sua falta. Também nos últimos quatro meses nos falamos todos os dias, é meio dificil não sentir saudades. Só desta forma a gente repara o quanto nos apegamos às pessoas. Logo eu, imagina, não sou muito de reclamar por saudade.
Você deve ser a segunda pessoa que ouve (lê) de mim essa palavra, "Saudades", com intensidade merecida. Exagero? Mas tem gente que não gosta de dizer "eu te amo". Eu, "saudades". Nós amamos tantas coisas durante a vida, os anos, os meses.. Até mesmo durante o dia! Por exemplo: eu amo, absurdamente, enlouquecidamente, ir a uma padaria linda, olhar todos aqueles doces coloridos, escolher um e se sentar numa mesa de canto, com uma garrafinha de água gelada. Aquele momento é único. Mas é só um doce, depois disso vou embora feliz. Eu também amo ficar em silêncio com alguém especial, ouvindo música, sem ter o compromisso de explicar o que eu estou pensando naquele momento, ou quem sou eu, e o quem eu já fui, e quem eu serei.. A não ser por uma condição: caso os dois inventem absurdos sobre a vida. "Fantasiar" também é uma das coisas que eu amo fazer. Só que eu também amo não precisar correr para não chegar atrasada no jornal. Geralmente isso sempre acontece, estou sempre atrasada.
Sabe, a gente ama todas as banalidades. Porém, "saudades"... essa palavra é muito maluca, remete a um conjunto, injusto, de coisas lindas...
É... "saudades"... Uma mistura de todas as causas do "frio na barriga". Definitivamente, todas. Neste caso, todos os "bons friozinhos na barriga". Pode-se dizer que eu fico derretida com essa palavra. Melhor, derretida quando alguém diz isso para mim. Não queria ser tão transparente assim. No entanto, quem garante que seja verdade tudo o que eu digo e o que eu sinto?
Ultimamente tem acontecido coisas interessantes, ainda irei te contar. Não sei se vou me lembrar... Pode ser que elas morram, pode ser que elas se renovem... e outras coisas mais excitantes fiquem em seu lugar.
Eu estou numa fase assim... displicente. Gostaria de compartilhar com você.
Gostaria de saber, também, como é acordar displicente em solo parisiense. Até mesmo.. como é acordar "no sense"... ou um "puto amargurado" - esse último acho que foi coisa minha. Imagina, não desejo que acorde um "puto amargurado", em Paris, ao contrário. Serão as melhores férias, você vai ver. Tome, por mim, um drink exótico com majericão, pimenta e vodka no Café Charbon.. Não, não.. procure pelo L’Abreuvoir, sente-se ao lado do poster de Chuck Berry, peça uma "Orval" ( 6,2%, ). Volte para casa, dançando, acompanhado da garrafa, com dois dedinhos de cerveja. Cante "La Vie En Rose", faça um brinde... Como nas noites das vodgas...
Aproveite...
Je suis son absence, que les rois de boissons exotiques et de l'amour vrai, vous contrôlez
baisers, pain au fromage
mayhara
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
os blás blás blás de sexta
na minha tarde.
Quanta vertigem aquela luz pode causar
quando focada a muitas milhas?
Embora minha posição
apenas te dê uma ignição
esteja certa de que conheço minhas preces
Então é assim que termina?
Oh! Com um drama ao invéz de uma explosão
Não posso defender você verdadeiramente
quando me preocupo em fumar ao em vez de jogar o fogo fora
E se resolvermos isso
Teremos chances
Nos ficaríamos em nosso lugar
para nenhum outro amor melhor
adeus
No One's Better Sake - little joy
Quanta vertigem aquela luz pode causar
quando focada a muitas milhas?
Embora minha posição
apenas te dê uma ignição
esteja certa de que conheço minhas preces
Então é assim que termina?
Oh! Com um drama ao invéz de uma explosão
Não posso defender você verdadeiramente
quando me preocupo em fumar ao em vez de jogar o fogo fora
E se resolvermos isso
Teremos chances
Nos ficaríamos em nosso lugar
para nenhum outro amor melhor
adeus
No One's Better Sake - little joy
sábado, 10 de janeiro de 2009
Tarde de sábado
Bebi o sol, li a piscina, quarei num livro à beira de uma cerveja...
Toda ordem traz em si uma semente de desordem.
por: zebra onlaini
Toda ordem traz em si uma semente de desordem.
por: zebra onlaini
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Madrugada, bilhete e cheerleader
São quase duas da matina e eu achei um bilhete no bolso externo da mochila que arranhou o coração feito o som choroso de um violino [ainnnnnnnnn] . Não tive “colher de chá”, meo.
Então, começaram os questionamentos em cima do som do violino...
Será que as teorias e entendimentos que desenvolvemos intimamente apaziguam realmente os nossos anseios e angustias? Posso exemplificar pra ser mais claro, uma garota líder de torcida e super popular da sessão da tarde sente ansiedade quando está perto de um garoto loser da sua sala, é difícil compreender, mas quando uma outra coleguinha sua rotula o fato – “é paixão” – por um lado, a cheerleader nega e por outro, ela se sente mais confortável – “ahhh agora o bichinho tem nome”. Deu?
Voltando às “quase duas da matina”, uma seqüência (nunca vou abandonar o trema...) de reflexões e cenas me vieram na caixola. São os detalhes que me fazem sofrer quando um grande amor se vai, me apego profundamente a eles. A letra da pessoa, o seu timbre de voz, o olhar quando ela está pensando em algo sério, a textura do cabelo que recebe a ponta dos dedos enfim, alguns pequenos referenciais que adotamos. Não é fácil viver assim, mas naquele momento eu fiquei mais calmo simplesmente por ter entendido a reação estranha que senti ao encontrar o bilhete.
Rotular é ordenar, controlar e exercer o poder sobre o treco que sente.
por: bode velho
Então, começaram os questionamentos em cima do som do violino...
Será que as teorias e entendimentos que desenvolvemos intimamente apaziguam realmente os nossos anseios e angustias? Posso exemplificar pra ser mais claro, uma garota líder de torcida e super popular da sessão da tarde sente ansiedade quando está perto de um garoto loser da sua sala, é difícil compreender, mas quando uma outra coleguinha sua rotula o fato – “é paixão” – por um lado, a cheerleader nega e por outro, ela se sente mais confortável – “ahhh agora o bichinho tem nome”. Deu?
Voltando às “quase duas da matina”, uma seqüência (nunca vou abandonar o trema...) de reflexões e cenas me vieram na caixola. São os detalhes que me fazem sofrer quando um grande amor se vai, me apego profundamente a eles. A letra da pessoa, o seu timbre de voz, o olhar quando ela está pensando em algo sério, a textura do cabelo que recebe a ponta dos dedos enfim, alguns pequenos referenciais que adotamos. Não é fácil viver assim, mas naquele momento eu fiquei mais calmo simplesmente por ter entendido a reação estranha que senti ao encontrar o bilhete.
Rotular é ordenar, controlar e exercer o poder sobre o treco que sente.
por: bode velho
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