terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Madrugada, bilhete e cheerleader

São quase duas da matina e eu achei um bilhete no bolso externo da mochila que arranhou o coração feito o som choroso de um violino [ainnnnnnnnn] . Não tive “colher de chá”, meo.

Então, começaram os questionamentos em cima do som do violino...

Será que as teorias e entendimentos que desenvolvemos intimamente apaziguam realmente os nossos anseios e angustias? Posso exemplificar pra ser mais claro, uma garota líder de torcida e super popular da sessão da tarde sente ansiedade quando está perto de um garoto loser da sua sala, é difícil compreender, mas quando uma outra coleguinha sua rotula o fato – “é paixão” – por um lado, a cheerleader nega e por outro, ela se sente mais confortável – “ahhh agora o bichinho tem nome”. Deu?

Voltando às “quase duas da matina”, uma seqüência (nunca vou abandonar o trema...) de reflexões e cenas me vieram na caixola. São os detalhes que me fazem sofrer quando um grande amor se vai, me apego profundamente a eles. A letra da pessoa, o seu timbre de voz, o olhar quando ela está pensando em algo sério, a textura do cabelo que recebe a ponta dos dedos enfim, alguns pequenos referenciais que adotamos. Não é fácil viver assim, mas naquele momento eu fiquei mais calmo simplesmente por ter entendido a reação estranha que senti ao encontrar o bilhete.

Rotular é ordenar, controlar e exercer o poder sobre o treco que sente.

por: bode velho

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