quinta-feira, 9 de julho de 2009

felícia adams

a relidade desce de forma muito amarga pela minha garganta. muito real para essa hora da noite. uma coisa que eu odeio é perceber demais as coisas às 23:55. amanhã preciso acordar cedo, e esses tipos de consciência me tiram o sono. e de quem não tira? dou uma sacudida no meu reflexo apático no espelho, mordo a mão do sujeito refletido. grito uma porção de vezes "vai dormir, porra, é isso aí mesmo". aí eu penso que o bob dylan sabe das coisas. e se eu souber agora dá para evitar cretinices maiores e se eu ler as coisas que acontece com os outros posso inverter a situação. "não pode", anuncia as minhas instalações cerebrais. dou um banho de alcool nas danadas eté elas afirmarem o contrário. merda, já é a amanhã e me sinto um personagem ogro de frank miller. to precisando fazer as unhas.


ass: ela.
é, ela mesma.

Um comentário:

Paulo Augusto Franco disse...

Noites claras de consciência insistente. . . parece exercício de solidão e a gente questiona 'perceber coisas a essa hora? vá embora!'