quinta-feira, 25 de dezembro de 2008
E depois da ceia...
Estou tentando arremessar o tédio nos propósitos mais interessantes do momento, Guto é “Zé novidade”, você sabe. Estou lendo um blog totalmente excelente para partir esse tédio infortunado que é próprio dos “domingões”, é super cool para quem é novidadeiro de plantão e adora fingir que manja das coisas. Ando fissurado com artistas usando bigodinhos de porteiro e que tocam banjo ou algum outro instrumento que seja um pouquinho mais excêntrico. A excentricidade anda me confortando, quando sou estranho, posso me investigar de uma forma mais benevolente (capricorniamente patético, eu sei).
O céu está blindado, penso daquela velha maneira, (como os meus botões, claro) imaginando que a qualquer momento o tédio irá me engolir e eu não terei mais nada para chutar. Neste momento, decidi que irei para varanda curtir o tempo nublado e ler mais um capítulo do “Filosofia em comum” da Márcia Tiburi para brincar de questionar a dialética.
Vou nessa, ver o que interessa...
Beijosmeliguediretamentedapraia
Por Guto FranGo
domingo, 21 de dezembro de 2008
Pudim com sono
Em um de seus apontamentos ácidos, Montaigne desprezou o ato de leitores acríticos que se apossam de pensamentos alheios para se fazerem de falsos eruditos,disse ainda que isso tudo não passa de uma máscara que esconde o medo de pensar deles. \o/ [aeeee!!]
Fiquei profundamente chocado com a contundência dialética do troço e ainda consegui sonhar com o velho e bom campo gramado.
Por: Guto Franco
Guto sente-se um como um pudim cheio de luzinhas natalinas por dentro esperando o Natal chegar.
o jogo
quero, primeiramente, que dê uma olhada neste post , e
em seguida o comentário logo a baixo.
trata-se de "amor e ódio".
ah.. isso me fez lembrar de um dia...no qual estive na primeira posição, a de quem odeia. e na verdade, foi mais ou menos assim... no entanto depois a realidade enrola o seu pescoço, feito uma corda grossa, tipo daquelas que se usa para puxar boi, e te enforca. as explicações começam aparecer e não é tão bonita quanto o ódio que você sentia ou o amor que um dia sentiu. então vc se depara com uma cena mais apática, são dias mais apáticos... de fazer você pedir por aqueles de volta. ;*
obs: espero que a viagem esteja interessante
beijos, mayhara.
quarta-feira, 17 de dezembro de 2008
desabafo na naiti

para variar sem sono.
é sempre assim... até um dia extrapolar de vez - deitando às 5 - e no dia seguinte perceber que fodi com o meu relógio biológico - é sério... eu penso muito no meu relógio biológico.
o caso é que sentei para reclamar por depoimento, mas percebi que seria uma daquelas choradeiras longas, com soluço, pedindo para que me mandasse cachaça e psicotrópicos pelo correio... então tive a brilhante e esfuziante idéia de vir aqui mesmo.
estava xingando florentino ariza - personagem de gabriel garcia márquez em "o amor nos tempos do coléra", no avolve.blogspot, quando percebia minha incoerência.
guto, o cara é burro. mas eu me senti muito mais burra em chamá-lo de burro. porque eu pensei: o cara "perdeu" 50 anos esperando por uma mulher, aí achei que fosse um pouco mais esperta que ele, pois eu esperei só uns 2 e pouquinho. mas então voltei a me sentir uma retardada por ser tão apática; e então 2x1 para ele por sempre dizer o que queria e ser perseverante. mas eu tenho amor próprio o que empata a jogada. só que de nada resolve o amor próprio se não se tem muita coragem, daí, pelas contas, ele vira a partida.
no final ele faz sexo com uma septegenária. bem, e eu tb faço - não com uma septagenária - mas a questão é que não acabei com o cara que queria, como ele.
não me sinto esperta, guto. hoje não. ao contrário, ainda sinto que não to falando bem o que eu quero. não nesse caso específico, em outros. bom era mais ou menos isso. te encontro por aí
beijos
mayhara
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
A série de despedidas
Bom, o lance é o seguinte: tenho quatro dias para me despedir da vida normal, serão três meses suspenso, no balanço entre o inverno e o verão como um aluno de intercâmbio.
A série “despedidas” já começou há uma semana, quando alguém acenou de dentro de um carro para mim ao som do hitzinho mais tocado na minha playlist no momento, elephant gun, do Beirut. Desde então a largada foi dada.
É difícil suspender uma vida de geladeira própria, de amigos escudeiros, de projetos íntimos e cafés da tarde, para se aventurar na grande casa da família, o patriarcado tão ordinariamente engraçadinho e conflituoso em que cresci imitando e depois questionando toda a patota reunida. O fato é que eu ainda não organizei as malas, não sei o que levar, não sei se as devo ocupar com mais livros para deslanchar o projeto de monografia ou se devo levar roupas para me sentir menos ordinário. Estou entre o genial e o trivial, pra tentar fazer diferente, sabe?
Quatro dias para despedida, três meses cheios de novidades e três anos de recordações. Ah é, há três anos eu me despedia da família para cair de boca nas ladeiras barrocas de Ouro Preto, sentia que a minha vida estava naquela terra de broas de fubá e café com leite, e hoje eu sinto que está aqui ao meu lado porque eu fiz questão de trazer tudo na mochilinha que sempre fura com o peso insistente das minhas necessidades. Talvez a vida seja uma constante linha de despedidas onde sempre seremos alunos de intercâmbio, aprendendo idiomas novos e comportamentos coerentes com o local. Talvez sejamos menos livres do que imaginamos, moçada. Sim, porque somos políticos austeros dentro de “corpitchos” rechonchudos e aparentemente libertinos (vovó adorava ressaltar a diferença entre a liberdade e a libertinagem e no alto dos seus traumas, ela estava correta no final das contas, ela sabia, pelo menos, distinguir dois conceitos meio funestos para a nossa “modernidade”)
Tenho um sério problema em perder o foco das coisas, eu estava falando sobre despedidas, ora bolas e fui parar nos traumas da vovó. Bem, para justificar, os olhos da vovó eram sempre os mais dramáticos com as despedidas, talvez venha daí a referência.
Quatro dias e vovó esperando. Serão três meses ciganamente dormidos. Não será tão alegre e nem tão tenebroso, tenho coisas para consertar, surpresas a oferecer, banquetes a la série melodramática norte-americana. Nossa, teremos Natal e missa do galo. Peru e farofa, chester pra quem preferir.
Sou pretensioso, engraçadinho e entupidamente nostálgico, mas vivo assim, vivi até hoje e sei que serei um bom velhinho eremita com tudo isso que tenho.
O que vem por aí? Vem overdose de avô, um documentário para começar a filmar no meio do nada (ou tudo), uma mãe para abraçar nos intervalos da novela, priminhos para festejar e xingar, tios e tias para questionar e no fundo amar profundamente, sem tirar nem pôr. Paris virá com um inverno rigoroso em pleno verão espiritual, virá uma tia quase mãe super novidadeira com os seus cabarés e amigos interessantes. Terei uma semente que estará
Vamos lá, enfrentar a outra parte dos pretextos e das audácias, deixarei as ladeiras, emoções entusiásticas e os amigos-família no ar para pular de cabeça em outras sensações, férias... serão férias.
por: Guto Franco
Guto gastou várias linhas falando sobre si, não gosta muito disso, mas sabe que as despedidas são superadas dessa forma, marcando-as no papel para um dia mostrar aos filhos que a vida é assim mesmo.
quarta-feira, 10 de dezembro de 2008
Então ela começa..

Acho também um tédio não ser fatal, porque definitivamente ainda não aprendi a ser. E então outro amigo disse que a combinação de peixes, touro (ascendente) e com a minha lua em gêmeos me faz ter alma de artista, o que piora a minha situação. São besteiras, eu sei, mas poderiam maiores se existisse a ignorância de observar tudo com apenas um olhar ou ter apenas uma interpretação. Acreditando ou não ainda existe o poder de reinventar toda essas histórias já contadas.
É isso que me deixa com uma ânsia danada por caçar novos lugares, novos fatos, novas pessoas. Poder conhecer de tudo, de todos... de estar livre para compartilhar os novos jeitos de ver uma coisa de todas as formas possíveis.
Confesso que tudo isso se intensificou depois que nos conhecemos. E faço desse blog um canal para mostrar o meu olhar no que é palpável, no que a gente vê da janela, de uma mesa de um bar, da rua, do sofá de casa e de dentro da gente. Sem maiores pretensões. Au revoir
